Gestão logística: como distribuir mercadorias em regiões fixas?


A gestão logística é a área responsável por gerir um dos maiores custos de uma empresa: o gasto com transportes. Em contrapartida, é peça fundamental quando se trata de melhoria de processos e redução dos custos totais, o que faz com que diversas soluções sejam buscadas, visando aprimorar a execução das atividades.

A seguir vamos falar sobre a opção da distribuição de cargas através de regiões fixas, quais são os principais desafios e o que pode ser feito para contorná-los. Confira!

Como funciona a distribuição em regiões fixas?

Em vez de efetuar a roteirização de acordo com o volume de entregas, passando por todos os pontos, a distribuição fixa consiste na separação da área de atendimento em regiões — que pode ser definida de acordo com bairros, cidades, zoneamento regional, divisão de CEP, entre outras — e então a roteirização é feita por região.

Dessa forma, existe a garantia de que todos os pontos serão atendidos, simplificando a rotina da gestão logística e da distribuição.

Como ela pode ser colocada em prática?

Primeiro é importante definir qual será o critério para a divisão por regiões. Feito isso, utiliza-se o agrupamento dos clientes localizados em cada região para que seja feito o planejamento das entregas. Normalmente, essa divisão é feita automaticamente pelo sistema utilizado, seguindo a definição das regiões de cada cliente.

Feito isso, é hora de consolidar as cargas de acordo com a região e efetuar a roteirização para cada uma delas, separadamente. E para isso existem ferramentas que podem contribuir muito para o sucesso da operação, como por exemplo:

  • Uma plataforma de geomarketing, como o Landmark, que facilita o planejamento das entregas através da visualização das informações que são inseridas no mapa;
  • Um software específico para roteirização das cargas consolidadas, como o MinhasRotas, que leva em consideração a distribuição em diversos pontos e as particularidades de cada carga.

Quais são os principais empecilhos?

Um dos principais desafios da distribuição por região fixa na gestão logística surge quando o volume de cargas supera a disponibilidade de veículos, mas não ao ponto de fechar outra carga. Por exemplo, existem 2 veículos com capacidade de 1.500kg para realizar a rota A. Contudo, o volume de cargas para aquela região é de 4.000kg. Ou seja, os 1.000kg deixam de ser enviados, provavelmente ficando para as entregas do dia seguinte.

Isso leva a outro grande desafio: a falta de flexibilidade das rotas. Como elas são realizadas por região, de acordo com a consolidação das cargas, e definidas por cliente, pode existir a dificuldade de incluir entregas de determinado cliente em outra região. O que é especialmente importante no caso das fronteiras entre regiões.

Dito isso, podemos dizer que, se por um lado a prática da distribuição em regiões fixas simplifica a gestão logística — através da facilitação dos processos de consolidação e roteirização das cargas — por outro ela pode levar a uma elevação dos custos. Isso acontece, através do aumento da quilometragem percorrida e/ou do envio de uma quantidade maior de veículos do que o planejado.

O transporte de cargas fracionadas é sempre difícil de ser planejado, principalmente quando os clientes se encontram mais pulverizados, em vez de estarem concentrados em pontos específicos. Nesse aspecto, a distribuição das mercadorias através de regiões fixas contribui bastante para a gestão logística em uma empresa, contudo, os gestores devem estar preparados para lidar com os desafios que ela proporciona.

E você, leitor, já teve alguma experiência com a distribuição fixa de mercadorias? Quais foram os ganhos que ela trouxe para sua empresa? Quais foram os principais desafios encontrados? Compartilhe suas opiniões através dos comentários e conte conosco para esclarecer suas dúvidas sobre gestão logística!

Bruna Costa
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2 Comments

José R Dos Santos
Reply 04/04/2016

Os desafios listados no texto são facilmente gerenciados e resolvidos através da interface de montagem de cargas de LogisFrete.
Utilizando LogisFrete o operador tem na tela do computador todos os pontos de entrega, já agrupados por região e respeitando os limites da operação, quer eles sejam em peso, volume, valor e/ou janela de entrega.
As restrições de deslocamento (ZRC) ou do próprio cliente também aparecem na tela para que o operador possa certificar-se de que estas serão atendidas.
O que LogisFrete utiliza? Claro que Maplink.

    Bruna Costa
    Reply 13/04/2016

    Obrigado pela sua contribuição José.

    abs,

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